domingo, 28 de dezembro de 2008

on the road, by van: São Luis!

Após uma noite comemorativa de mais um ano de vida do nosso outro diretor, regada a pizza e algumas cervejas a mais para o nosso homem-que-tudo-ouve, lá estávamos nós, debaixo de uma chuvinha intragável e irritante às 6hs da matina da sexta dia 12 de dezembro de 2008 embarcando na van do seu Chico (graaande Chico!) rumo à ilha.
Equipamentos checados, malas cheias de espírito amador, um pseudo-roteiro mau acabado e (quase) todo modificado, águas, biscoitos, e manu chao - clandestino como a primeira de muitas músicas das quais seu chico não se agradou, assim, muito...
Sem saber ainda aonde iríamos repousar na tal cidade, com a câmera na mão e muita confraternização em colos e cochilos tortos, chegamos às 18hs.
Sindicato dos bancários, granola na Mayara, reviver e cama.

Cedo da manhã, sábado dia 13 de Dezembro de 2008, salve salve: Rodoviária Ludovicense!
Ao chegar fomos fazer as primeiras imagens de passagem, (re)identificar e (re)marcar algumas entrevistas.
Horários e roteiros. Ordens e dúvidas. - ser instrospectiva e subjetiva tem seus contras (e eu que achava que tinha o dom da liderança...).

De cara, já identificamos dois perfis: seu Ceará, carregador de malas, e o cara do guarda-volumes que não recordo o nome, blá.
Eu não me sentia inspirada. E sendo bem sincera, de início, eu não me sentia nem um pingo à vontade. Confesso que essas duas primeiras entrevistas foram as mais desajeitadas. Perguntas superficiais e técnicas demais, o pessoal tenso e eu dispersa, fluiu estranho, fluiu. Devo dizer que ser diretora de primeira viagem (literalmente) foi bastante tenso. Programar horários, próximos passos, mandar calar a boca, chamar atenção, dar ordens sem "por favor", escolhas imediatas, visão do fundo, do foco, da imagem, do som, da equipe, da fotografia, dos questionamentos, da luz, do agora e do depois. Eu quase me senti perdida, não fosse pela equipe disposta a reconhecer (e aturar) a minha falta de experiência e os meus silêncios imensos.
Nesse dia pegamos direto até meados das 14hs e fim.
Almoço, tarde de sono, confraternização na mesa, granola na dupla infalível, ônibus, pizza, praia, taxi lotado e cama.

Domingo, 14 de Dezembro, 10horas da manhã:

13hs:
17hs:
Pressão, críticas e vários nãos.
"As melhores coisas a gente aprende das piores", já diria a minha avó.
Pois assim foi.
Maior naturalidade nas entrevistas, perguntas mais envolventes, apoio, opiniões e clima mais aberto.
As 3x4 animaram nossa noite. À propósito, alguém conhece um tradutor em libras?

Dae fim.
Com um roteiro elaborado e concluído na hora do vamo-vê, deu-se tudo certo em São Luis, amém.

Na segunda dia 15 dei às pessoas o luxo de um dia livre (ok, acho que comecei a me acostumar mal com esse tom da liderença, hein!), com direito à UFMA, dor de barriga e bar do porto.

Na terça dia 16, às 5hs da manhã, lá estávamos nós, rumo casa, descanso de dois dias e preparação físico-psicológica à nossa próxima parada mais punk e nada playboy: Alto Parnaíba!

No final das contas a direção só tem a agradecer à equipe e sua dedicação, aos entrevistados (alguém vai ver isso?!), à Jane e sua super câmera, ao seu Chico e seu companheiro que também esqueci o nome, à Diana e sua simpatia, às pessoas que não puderam viajar mas que estavam ansiosas pelas nossas voltas (Renatita, Fernando e Carlos, eu sei ok), ao Cláudio pela sua grande e necessária disciplina, aos meus pais por apoiarem, pedir desculpa aos amigos ludovicenses pelo meu descaso, à minha avó pela não-visita, às meninas do CA que levaram uma semana de letras nas costas e ao meu cachorro Petrucci, que quase matei esmagado no portão quando voltei. hahaha!

Um comentário:

flavita. disse...

Olha, se tu matasse o meu cachorro essa produção ficaria desfalcada.
Muito cuidado.